Faltam pessoas para testar a Cidade do Futuro


Songdo, uma cidade sul-coreana que fica nas proximidades de Seul planejada em torno de um parque central, tornou-se uma fonte de inspiração para centros urbanos que buscam soluções e inovações tecnológicas para se tornarem “inteligentes”.

Conhecida como uma cidade high-tech onde se oferece internet de alta velocidade no metrô e é possível assistir vídeos online ou enviar e-mails enquanto se caminha ela é uma cidade experimental feita com as melhores e mais avançadas
tecnologias de construção e urbanismo.

Na cidade futurista é possível testar hardwares como sensores que monitoram a temperatura, o consumo de energia e o fluxo de tráfego, também estão sendo projetados inovações a favor do meio ambiente, entre elas, estações de recarga de carros elétricos algo meio fora de moda tendo em vista que o país já conta com ônibus elétricos sem fios. Também conta com sistemas de reciclagem de água, sistema de coleta de lixo onde não há caminhões de lixo ou grandes lixeiras na frente dos edifícios e a ideia de usar parte do lixo recolhido automaticamente para produzir energia renovável – esta ainda não está em operação.
Estação de tratamento de lixo de Songdo – o lixo vem direto das cozinhas para esta central de reciclagem.
A construção de uma cidade a partir do nada certamente oferece uma série de oportunidades e desafios, entre eles a falta de pessoas na cidade.

Por enquanto, os apartamentos residenciais estão vendendo bem e há muitos edicícios desse tipo em construção, mas Songdo parece ser menos atraente para o mercado corporativo, a taxa de ocupação em escritórios comerciais é menor que 20%.

O que realmente falta para a cidade são cores e zumbidos urbanos – aquela anarquia criativa, típica de aglomerações populacionais não-planejadas.

Como costuma dizer Jonathan Thorpe, presidente da empresa americana Gale International, que construiu Songdo: “São os moradores que fazem uma cidade”.

“Estamos tentando adicionar diversidade e vitalidade, algo que o desenvolvimento orgânico garante”, explicou Thrope.

“É um desafio tentar replicar isso em um ambiente planejado. Ao mesmo tempo, com tal planejamento podemos desenvolver a infraestrutura da cidade de modo a garantir que ela funcione – não só agora, mas também daqui a 50 anos.”

Mas será que 50 anos não é muito tempo para um país como a Coreia do Sul que vive em constante mudança?

Via: iT